A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação atingiu o valor médio de 5,808 por cento em Janeiro, o que representa uma diminuição de 0,169 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira, apontam para primeira mudança após uma a série de subidas dos últimos sete meses.

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu 0,225 p.p., fixando-se em 5,654%.

Estas diminuições reflectem o processo de redução significativa, iniciado em Novembro de 2008, das médias mensais das taxas Euribor, que constituem os principais indexantes para o crédito à habitação.

A descida da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos em vigor, em relação ao mês anterior, verificou-se também em todos os destinos de financiamento3 considerados.

Ainda segundo o INE, nos contratos de crédito respeitantes a aquisição de terreno para construção de habitação, a construção de habitação e a aquisição de habitação, registaram-se diminuições de 0,217 p.p., 0,154 p.p. e 0,172 p.p., respectivamente, com as taxas de juro implícitas a situaram-se em 5,699%, 5,847% e 5,799%, pela mesma ordem.

Média dos créditos sobem 186 euros

No mês de Janeiro, o valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação em vigor atingiu 54.960 euros, mais 186 euros que no mês anterior.

Em relação aos destinos de financiamento considerados, avança ainda o INE que o valor do capital em dívida na totalidade dos contratos associados à aquisição de habitação foi de 59.116 euros, mais 196 euros que em Dezembro, enquanto nos contratos para construção de habitação foi de 41.630 euros, traduzindo um acréscimo de 64 euros.

János contratos associados à compra de terreno para construção de habitação, a que correspondeu o valor médio do capital em dívida mais elevado (92.409 euros), apurou-se um aumento de 471 euros face ao mês anterior.

O montante médio do capital em dívida nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos 3 meses foi de 88.305 euros, registando-se um decréscimo de 1.328 euros face ao mês anterior.

Nos contratos celebrados nos últimos 6 meses registou-se uma redução mensal de 355 euros, com o montante médio a situar-se em 88.326 euros. Nos contratos celebrados nos últimos 12 meses também se registou uma diminuição mensal, de 49 euros, situando-se o montante médio em 88.636 euros.