A Galp Energia prevê manter os investimentos durante este ano, apesar da crise que se vive. O presidente da empresa admite, no entanto, que serão cortadas as que não forem consideradas necessárias para esta altura, como é o caso da renovação de um edifício, exemplificou o presidente da Galp durante uma apresentação aos trabalhadores, a que a Agência Financeira teve acesso.

«O investimento é bom para a economia e para a sociedade e a sociedade precisa do nosso investimento, nomeadamente para aumentar o produto interno bruto português».

«Temos de trabalhar para sobreviver (...) para que depois da turbulência sejamos mais fortes e competitivos».

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Investir mais de 220 milhões de euros

Num outro documento consultado pela AF, o valor previsto de investimento para este ano deverá rondar os 220 milhões de euros, divididos em «distribuição oil» (que se dedica à comercialização, a retalho e grossista).

Para 2009, o «negócio de distribuição oil» deverá captar o maior montante, com a petrolífera aplicar montantes na casa dos 115 milhões de euros. Já Espanha, este ano irá receber uma fatia «mais modesta», no valor de 47 milhões de euros.

Objectivos de cada operação

A Galp, no negócio do retalho, quer ao longo deste ano consolidar a quota de mercado, introduzir alterações no modelo de negócio e renovar infraestruturas.

Quanto à actividade do GPL, a petrolífera prevê desenvolver novos modelos e serviços, ajustar a estrutura de custos «para que se torne compatível com a quebra dos volumes».

Em relação a Espanha, a empresa quer manter a estrutura de crescimento, integrar as novas aquisições Agip e Esso e preparar um processo de optimização ibérica.

Custos fixos rondam 500 milhões

Já os custos fixos, na área comercial, deverão atingir os 500 milhões de euros, ao longo deste ano, dos quais cerca de 15 por cento irão caber à operação em Espanha.