A Galp Energia teve que pagar um imposto ao Estado de 33 milhões de euros devido às mais-valias obtidas com a venda de combustíveis durante o ano de 2008.

«Representou um custo de cerca de 33,2 milhões de euros para a empresa», revelou o presidente da petrolífera, Ferreira de Oliveira, na apresentação aos jornalistas dos resultados do ano passado.

Esta medida, já intitulada taxa «robin dos bosques», foi anunciada pelo Governo de José Sócrates no ano passado na sequência da contestação dos preços praticados pelas petrolíferas em Portugal. O objectivo era aumentar a tributação a quem obtivesse a partir de determinadas mais-valias.

Imposto não afectou resultados

Os lucros da Galp Energia atingiram os 478 milhões de euros em 2008, uma subida de 14,2% em relação ao período homólogo.

De acordo com Ferreira de Oliveira, o pagamento desta taxa não afectou os resultados da empresa até porque era um imposto que «já estava previsto pela Galp e que apenas foi antecipado». Além disso, sublinhou que os primeiros cálculos da Galp apontavam para um montante de 150 milhões de euros, que não se cumpriu devido à queda do preço do petróleo a partir do segundo semestre do ano.

Quanto às previsões que a petrolífera faz para as cotações este ano, o seu presidente diz que estão permanentemente a actualizar os cálculos. «O petróleo está agora nos 40 a 45 dólares por barril e estamos a trabalhar como se ficasse neste patamar. Se descer ou subir, reavaliamos», referiu à saída.

As acções da empresa fecharam a cair 0,70% para os 8,40 euros.