Uma consultora - que o presidente da Galp Energia não quis identificar durante uma apresentação aos funcionários, a que a Agência Financeira teve acesso - revelou que a petrolífera tem 400 trabalhadores a mais.

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Mas em vez de despedir, o responsável da Galp desafia os colaboradores a começarem a produzir mais. «Temos na empresa pessoas a fazer pouco, mas há quem faça muito. Não há espaço para quem não faz nada».

Ferreira de Oliveira reage à notícia da Agência Financeira

«Não há espaço neste contexto de economia para quem não faz nada», acrescenta Ferreira de Oliveira, dizendo que só assim é que a «Galp pode empregar, em vez de desempregar».

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Aliás, Ferreira de Oliveira, durante a mesma apresentação, sugere aos trabalhadores da petrolífera que incentivem os colegas a trabalharem mais.

«Se estão perante uma pessoa que produz pouco, ou está por exemplo a jogador computador, envergonhem-na, dizendo que não és digno de trabalhar e que estão a trabalhar para eles».

Controlo de custos

Um outro desafio para este ano passa por um maior controlo de custos, cuja estrutura ronda actualmente os mil milhões de euros.

Na mesma apresentação, a que a AF teve acesso, Ferreira de Oliveira pede aos colaboradores para pouparem mais e isso passa por adoptarem algumas medidas de senso comum, como desligar a luz quando deixarem o escritório e reduzirem o desperdício.

«Temos de proteger o nosso negócio. Fazer menos viagens, gastar menos combustível, eliminar os custos supérfluos. Os custos bons devem ser abençoados e os maus destruídos».

Ferreira de Oliveira chamou ainda a atenção dos colaboradores «que cada euro que é poupado é um euro que é investido».

Empresa perdeu valor

Ferreira de Oliveira reconheceu que a empresa perdeu valor durante 2008, mas esta foi uma tendência que ocorreu em todas as companhias do sector, em resultado da crise financeira.

«A Galp entre 31 de Dezembro e 1 de Janeiro valia 15,2 mil milhões de euros, mas fechou o ano a valer 5,9 mil milhões de euros. A BP valia 158 e fechou a valer 103 mil milhões. A Shell valia 181 e passou a valer 116 mil milhões e a Petrobras que valia 165 encerrou o ano a valer 69 mil milhões de euros».

«Isso é assustador, parece que andamos a trabalhar para destruir valor», refere o presidente da petrolífera durante a mesma apresentação.