Os serviços de telefone, Internet, televisão por cabo e transportes lideraram as reclamações feitas em 2008 pelos consumidores portugueses nos Livro de Reclamações, revelam dados divulgadas esta quinta-feira pelo Ministério da Economia. Ao todo, foram feitas 203.116 queixas.

No campo das comunicações, o regulador do sector, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) recebeu 28.501 reclamações, praticamente o dobro do ano anterior. As queixas incidem sobre problemas com os equipamentos, a assistência técnica, a facturação, o atendimento ao cliente, cláusulas dos contratos, ligação inicial ou instalação, avarias e cancelamento do serviço.

Já nos serviços postais, a correspondência, as estações e postos de correio e as encomendas, lideraram as reclamações.

Muitas queixas na Saúde, sobretudo a Norte

Os transportes terrestres também estão na lista das áreas mais reclamadas, ocupando o segundo lugar na estatística geral. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) recebeu 18.621 queixas, sobretudo quanto ao atendimento deficiente ou demorado, problemas com títulos dos transportes, incumprimento de horários, cartões electrónicos avariados, falta de urbanidade no atendimento, falta de condições de higiene e de comodidade dos veículos de passageiros.

A saúde é a terceira área com mais reclamações, com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS) a receber 13.456 reclamações relativas a unidades privadas de saúde, entre as quais laboratórios, unidades de diálise, clínicas e consultórios dentários ou unidades de medicina física e de reabilitação. O tempo de espera e os cuidados desadequados também estão no top das reclamações, tal como os actos de gestão e o atendimento.

Contas bancárias, depósitos e crédito entre os mais reclamados

Logo de seguida, surgem as queixas ao Banco de Portugal, com 10.043 reclamações registadas, sobretudo a incidirem sobre o funcionamento interno das instituições (demora no atendimento, deficiência das instalações e falta de cortesia nas relações com os clientes). Os assuntos relacionados com contas de depósito, produtos de poupança, crédito ao consumo e outras finalidades, crédito à habitação e cheques foram também motivo de queixa.

O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) também recebeu 5.229 reclamações, a maioria relacionada com as bagagens, atrasos nos voos, atrasos nos voos com perda de ligação e a recusa de embarque.