A Brisa registou lucros de 151,8 milhões de euros em 2008, um valor que representa uma queda de 41,5% face a 2007 e que está, mesmo assim, ligeiramente acima do esperado pelos analistas, que esperavam uma descida mais próxima dos 50%.

A concessionária de auto-estradas explica a queda dos resultados líquidos com o aumento dos custos financeiros relacionados com o lançamento de novos negócios, e com o crédito fiscal decorrente de uma operação de financiamento registado nas contas de 2007 no montante de 89,1 milhões de euros.

Analistas esperavam queda de quase 50%

Contrato de concessão alargado até 2035

O resultado operacional, (EBITDA) atingiu os 482,7 milhões de euros tendo crescido 5% e o resultado antes da função financeira (EBIT) atingiu os 276,6 milhões.

Os proveitos operacionais em 2008 ascenderam a 686 milhões de ruros, tendo registado um crescimento de 6,1%. Aqui destacam-se as receitas de portagens, que aumentaram 1,2% para 582,6 milhões de euros. Já os custos operacionais consolidados, excluindo amortizações e provisões, atingiram os 203,3 milhões de euros, a que corresponde um aumento de 8,7% face a 2007.

Os resultados financeiros atingiram um valor negativo de 92,6 milhões de euros. «Este comportamento deve-se essencialmente ao aumento dos custos financeiros por via da consolidação de dívida associada a novos projectos».

Crise pressionou tráfego

A empresa lembra que 2008 foi caracterizado por uma forte crise económica e financeira, um enquadramento negativo com impacto no tráfego, que está muito relacionado com o crescimento do Produto Interno Bruto.

O tráfego total (circulação) da rede Brisa registou, no final do ano, um decréscimo de 4,5% face a 2007. O tráfego médio diário foi de 20.335 veículos.

«Apesar da difícil conjuntura, a Brisa atingiu as metas operacionais a que se propôs, com o crescimento das receitas de portagem, o decréscimo dos custos operacionais no segundo semestre do exercício e a contracção do investimento», refere a empresa.

A Brisa destaca ainda «a conclusão do processo de renegociação do Contrato de Concessão com o Estado que, para além dos benefícios económicos mútuos, incluindo o alargamento do prazo de concessão, permite à empresa a constituição de uma holding com vantagens claras em termos de visibilidade de negócio e de eficiência empresarial».