A conferência «Lisboa 2017: Um aeroporto com futuro» surge depois de fortes críticas da oposição, que acusa o Governo liderado por José Sócrates de manter o projecto do novo aeroporto de Lisboa na Ota sem apresentar estudos que o sustentem.

Em Outubro, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações anunciou que iria apresentar esses estudos na segunda metade do mês de Novembro.

O assunto voltou a ser abordado na Assembleia da República, no debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2006, com o líder do PSD, Marques Mendes a pedir a divulgação dos estudos.

José Sócrates anunciou, na altura que iria distribuir quatro CD-ROM com estudos sobre o aeroporto da Ota aos grupos parlamentares.

Nos dias seguintes, os documentos começaram a ser disponibilizados também no site de Internet da NAER, empresa que coordena os estudos sobre o projecto.

O primeiro estudo divulgado no site remonta a 1972 e o último de Setembro deste ano, realizado pelos consultores Parsons/FGG, que resume os principais aspectos do estudo financeiro com base em preços de 2001.

A principal conclusão do estudo da Parsons é que o novo aeroporto de Lisboa poderia custar 2,1 mil milhões de euros, menos do que os 2,55 mil milhões previstos inicialmente, através da optimização de processos e redução dos custos imprevistos relacionados com a preparação do terreno.

A capacidade do aeroporto da Ota será de 79 movimentos de aeronaves por hora, contra os 40 movimentos por hora no aeroporto da Portela, com capacidade para 35 milhões de passageiros, contra os 16 milhões da Portela após a expansão do aeroporto previsto para 2009.

Na apresentação de terça-feira, o Governo vai ainda apresentar o estudo de viabilidade financeiro realizado pelo BPI e os estudos preliminares de impacte ambiental da Universidade Nova de Lisboa.

Os estudos disponíveis no site da NAER apontam a Ota como a localização que provocará menores danos ambientais, em comparação com Rio Frio, a outra localização estudada pelo departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da universidade.

As instituições financeiras BNP/Paribas, Citigroup, UBS, Morgan Stanley e BEI vão apresentar soluções para o financiamento do aeroporto.

No final do dia, o secretário de Estado adjunto das obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, irá apresentar as orientações do Governo para o desenvolvimento do projecto.