O banco da CGD e do Santander Totta em Angola, em parceria com a petrolífera local Sonangol, avança em breve, garantiu esta quinta-feira a administração da Caixa, na conferência de imprensa de apresentação de resultados.

Também esta quinta-feira, o Banco de Portugal anunciou que o ministro das Finanças autorizou a constituição do Banco Privado Atlântico Angola, do qual é accionista a Sonangol, em Portugal.

Questionado pelos jornalistas sobre a posição da Caixa quanto a este novo concorrente em território nacional, o presidente da CGD, Faria de Oliveira, respondeu que «todos os concorrentes são bem-vindos» e lembrou que «nós também estamos prestes a entrar em Angola e vamos entrar em força».

A Caixa Geral de Depósitos e um grupo de investidores angolanos liderados pela Sonangol entraram no capital do ex-Santander Totta Angola, que passou a denominar-se Banco Caixa Geral Totta de Angola.

A CGD e o Santander Totta ficarão com 51% do capital (durante um ano), enquanto a Sonangol terá 25%, cabendo os restantes 24% a investidores angolanos (Jaime Freitas e António Mosquito).

De acordo com o presidente da Caixa, o objectivo é «reforçar muito rapidamente a posição em Angola e ajudar sobretudo as empresas portuguesas exportadoras».

A administração da Caixa garante ainda que «faltam apenas algumas autorizações de autoridades angolanas para que o banco arranque, o que será num muito curto prazo de tempo».

O presidente explicou ainda a aposta em Angola: este é um país onde, ao contrário do que sucede na maioria dos países desenvolvidos, a actividade económica não encolherá e registará um crescimento significativo.