A empresa Apasolar, que apareceu recentemente como parte de um consórcio alemão interessado na Qimonda, admitiu à Lusa que não tem capacidade financeira nem dimensão para adquirir a unidade portuguesa.

«Só em conjunto com outras empresas e, sobretudo, com avultados subsídios do Estado português, a empresa poderia pensar na aquisição da Qimonda, porque por si só a Apasolar não tem capital, nem por sombras, para avançar para uma operação deste quilate», disse à agência Lusa Bernhard Heming, gerente e principal accionista da Apasolar.

Consórcio luso-alemão reitera interesse na Qimonda

Empresário português confirma interesse

A Apasolar é gerida por quatro pessoas, que são também accionistas da empresa, e conta com um capital social de apenas 25.600 euros, apurou a agência Lusa junto dos registos comerciais da Alemanha.

Na passada sexta-feira, o empresário Paulo Tomás confirmou à agência Lusa o interesse na criação de um consórcio luso-alemão para aquisição da fábrica Qimonda de Vila do Conde, que disse representar, e que inclui a Apasolar.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Economia Manuel Pinho, afirmou desconhecer qualquer proposta «credível» para a compra da unidade de Vila do Conde da Qimonda.

Paulo Tomás, empresário de Oliveira do Hospital, disse à agência Lusa que, para além da Apasolar, existe uma outra empresa envolvida nas negociações, que se recusou a identificar.

Qimonda não exclui despedimentos

Ao contrário do que Paulo Tomás tinha garantido na semana passada, a Apasolar não produz painéis fotovoltaicos, sendo um gabinete de engenharia civil que, de acordo com a sua definição no registo comercial, comercializa materiais de construção, subcontratando empreiteiros para a construção de edifícios.

«Quem tem efectuado os contactos com outras empresas é Paulo Tomás», disse Bernhard Heming, que admitiu conhecer o português dos tempos de escola na Alemanha.

A empresa alemã tem sede no Estado da Renânia do Norte-Westália e não na Baixa Saxónia, como tinha afirmado Paulo Tomás.