Uma investigação promovida pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) em 2008 apurou que 93 por cento de 80 amostras de medicamentos adquiridos pelos portugueses na Internet e analisadas por este organismo eram produtos de contrafacção. A revelação foi feita pelo presidente da instituição, Vasco Maria, citado pela Lusa.

Nos medicamentos contrafeitos analisados faltava, nalguns casos, a substância activa que deveriam conter e, quando esta estava presente, existia em quantidades inferiores às estipuladas para o fármaco em causa.

«Nalguns casos havia impurezas que podem colocar em causa a vida das pessoas», acrescentou.

Vasco Maria sublinhou ainda que actualmente o negócio à volta da contrafacção de medicamentos é extremamente rentável, o que motiva a actividade das redes de falsificadores.