«Garantir a liquidez é fundamental em qualquer negócio e, no actual contexto, os empresários já se encontram a apertar drasticamente o cinto», avança o estudo realizado pela Ernst & Young, em colaboração com o The Economist Intelligence Unit, junto de 350 empresas mundiais. Este estudo pretende saber como estão a adaptar as suas estratégias de negócio para fazer face ao cenário de profunda recessão e quais as prioridades estratégicas para os próximos 12 meses.

Como juntar dinheiro para o futuro?

A degradação do ambiente económico nos seus respectivos mercados foi observada por quase 40 por cento dos inquiridos, sendo que um terço assistiu à redução da presença de concorrentes directos e ao aumento de falências. Mais de dois terços dos inquiridos afirmam ter aumentado a frequência de comunicação de riscos junto dos conselhos de administração.

O corte de despesas tornou-se num elemento chave na estratégia corporativa. Mais de 80% dos entrevistados já realizaram análises de redução de custos, cerca de dois terços promoveram programas de redução de colaboradores e mais de metade racionalizaram as suas despesas em tecnologia.

Redução de custos passa pelo despedimento

No mercado europeu, as empresas têm demonstrado preferir reduzir custos imobiliários e em tecnologias de informação, enquanto no mercado norte-americano a opção tem sido a redução de custos directos e indirectos de pessoal.

Mais de 70% dos portugueses poupa

As restrições de crédito às empresas forçaram a procura de formas alternativas de aumento da liquidez.

Cerca de metade das empresas têm reduzido ou mesmo alienado determinadas áreas de negócio, 43% procuram alternativas de curto prazo na obtenção de linhas de crédito, enquanto 23% consideram as suas opções na renegociação de dívida, bem como comunicar proactivamente com instituições de crédito, analistas e agências de rating.

Somente 25 % dos inquiridos referem não apresentar dificuldades de liquidez do seu negócio.