Vários sindicatos e associações alemãs, franceses, italianas e do Quebeque denunciaram esta segunda-feira a hegemonia da língua inglesa no trabalho e defenderam o direito de cada funcionário a trabalhar na língua do seu país.

Para Jean-Loup Cuisiniez, porta-voz do colectivo intersindical para o direito a trabalhar em francês em França, citado pela agência Lusa, em algumas empresas já há uma consciencialização da questão linguística mas outras continuam a recusar aos seus assalariados o direito a trabalhar na sua língua.

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Lapo Orlandi, do sindicato italiano da indústria mecânica e informática, lamentou que o inglês se tenha «tornado a língua dominante ou mesmo exclusiva» nas empresas que empregam também não-italianos, sendo a única falada tanto nas reuniões de trabalho como nas formações técnicas.

Já Walter Kramer, da Associação da Língua Alemã, evocou, em nome do sindicato IG Metal, «os problemas de comunicação nas empresas ditas mundializadas», que adoptam quase exclusivamente o inglês, fazendo com que os empregados sejam humilhados e a eficácia global reduzida.

Pela associação Imperativo Francês, do Quebeque, Alain Dubos assinalou que os anglófonos conseguem um vencimento superior e têm uma menor taxa de desemprego.