O ministro da Economia, Manuel Pinho, apelou esta quarta-feira a um «esforço conjunto» de Alemanha e Portugal para responder à crise, na abertura dos Encontros Empresariais Alemanha-Portugal, iniciativa que reuniu cerca de 200 empresários dos dois países em Berlim.

«Responderemos melhor à crise de forma coordenada», disse o ministro, citado pela agência Lusa, que enalteceu a «excelente imagem» das empresas alemãs em Portugal, sublinhando que os portugueses as consideram «uma alavanca do progresso tecnológico».

Manuel Pinho, que integra a comitiva que acompanha a visita de Estado do Presidente da República Cavaco Silva à Alemanha, lembrou em seguida que empresas alemãs que investem em Portugal, como a Volkswagen, a Siemens, a Bosch, a Blaupunkt, a Continental e a Enercon, por exemplo, fabricam produtos líderes de mercado.

«Os seus esforços de modernização têm sido apoiados pelo governo», sublinhou, referindo também a «grande capacidade» das empresas alemãs instaladas em Portugal de «usar da melhor forma os recusos humanos».

Pinho apontou ainda o papel de liderança que Portugal entretanto assumiu no sector das energias renováveis, que constituem actualmente 43 por cento das fontes de energia consumida, quatro vezes mais do que a Alemanha.

AICEP aplaude

Manuel Pinho acrescentou que os «importantes fluxos» do comércio externo e do turismo entre Portugal e a Alemanha «têm de continuar a ser alimentados», advertindo contra o proteccionismo, que «não é saída para resolver os probleas globais».

Por seu turno, Basílio Horta, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), considerou «todas as iniciativas de reforço dos laços comerciais e sociais um claro valor acrescentado», no actual cenário de profundas alterações políticas e económicas.

«Convido-os a visitar Portugal e a fazer mais comércio, investir mais em Portugal», disse, considerando as relações económicas entre Portugtal e a Alemanha «muito positivas, com sucessos notáveis e duradouros, o que prova que juntos criamos valor», referiu, citando o lema dos Encontros Empresariais, dedicados aos sectores automóvel, da energia e das indústrrias eléctricas e electrónicas.

Alemanha é «o» parceiro

Basílio Horta lembrou que a Alemanha está no topo do ranking de investidores em Portugal nos últimos 3 anos, e tem actualmente uma parcela de 21,3%, mais de um quinto do total.

Além disso, salientou, trata-se de um investimento «mais estruturante» do que o da Espanha, por exemplo, por integrar novas tecnologias e criar mais empregos.

«A Alemanha não é apenas um parceiro para nós, é o nosso parceiro», sublinhou o presidente da AICEP.

A satisfação da grande maioria das empresas alemãs com a sua actividade em Portugal, de acordo com um estudo da Câmara do Comércio Luso-Alemã, foi outro tema abordado por Basílio Horta.