O primeiro-ministro José Sócrates defendeu esta quinta-feira, em Leiria, que a estratégia de combate à crise passa por reforçar o investimento público, considerando que este dá oportunidades às empresas e emprego à população.

«O mais importante, não tenho dúvidas, é reforçar o investimento público no nosso país, porque só o investimento dá oportunidade às empresas portuguesas e só o investimento público dá mais oportunidades de emprego», afirmou o chefe do Governo na assinatura da concessão Litoral Oeste, que prevê um investimento inicial de 348 milhões de euros na construção e beneficiação de estradas nos distritos de Leiria e Santarém.

José Sócrates afirmou que «um pouco por todo o mundo», os governos, independentemente da cor, «procuram pacotes de investimento para responderem às necessidades de animação da sua economia».

«Não vi ainda nenhum governo no mundo, quando apresenta os seus programas anti-crise dispensar o investimento público», acrescentou José Sócrates, admitindo, contudo, ser necessário a «estabilidade do sistema financeiro», a melhoria das «condições de acesso ao crédito», como também responder «às necessidades das famílias mais carenciadas que podem ser mais atingidas pela crise».

País precisa de «obra e rápido»

«O que se pede às lideranças não é que nos entretenhamos a descrever e a lamentar a crise, é que façamos alguma coisa para combater a crise», disse ainda.

O primeiro-ministro reconheceu que «a questão principal» é saber se o investimento contratualizado agora «é bom ou mau para o país», mas lembrou que o custo/benefício «também se mede».

«Nesta concessão, como em todas as outras, antes de se lançar o concurso, fez-se um estudo custo/benefício», recordou o governante, considerando que na concessão rodoviária Litoral Oeste o documento «é particularmente elucidativo».

«Essa relação entre o investimento e o benefício é muito favorável», assinalou José Sócrates, sublinhando que «satisfaz todos aqueles que exigem que o investimento público tenha qualidade».

O primeiro-ministro reiterou que o País precisa de «obra e rápido», manifestando satisfação pelo consórcio vencedor, que integra, entre outras empresas a Somague, o Grupo Lena e a Brisa, anunciar o início dos trabalhos em Junho, para concluir em Fevereiro de 2012.