«As entidades bancárias procuram responder aos pedidos de financiamento das empresas quando está em causa a criação de riqueza» é desta forma que o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) reage às críticas do deputado do PCP, Honório Novo, que acusou a CGD de estar a financiar jogadores de casino.

«Estamos a falar de empresários, que criam riqueza, de empresas que são grandes empregadoras, com grandes volumes de negócios e rentabilidades», refere o responsável, no Parlamento, onde está a ser questionado sobre o caso Cimpor.

CGD não vende acções da Cimpor a menos de 4,75 euros

CGD: financiar empresas e crescer em Espanha são prioridades

«CGD foi a 1º apresentar soluções para aliviar famílias»

Quando questionado se existem outros casos semelhantes, Faria de Oliveira diz apenas «que não está previsto», mas admite que «preocupa qualquer instituição que esta instabilidade no mercado de capitais se mantenha, espera-se que não».

Empresas do PSI20

Faria de Oliveira recorda ainda que esta prática de financiar empresas tendo como garantia acções arrancou em 2003, mas intensificou-se em 2005.

«Isso é comum numa dúzia de empresas do PSI20 e duvido que algum banco tenha recusado este tipo de operação, principalmente porque passamos por uma relativa estabilidade no mercado de capitais».

Recorde-se que, o caso Cimpor não é isolado. A CGD concedeu um empréstimo a Joe Berardo para a compra de acções do BCP.