O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, garantiu que foi a primeira instituição financeira a apresentar «soluções para aliviar as famílias em dificuldades», em resultado desta crise financeira.

Alargar prazo do empréstimo, conceder período de carência ou avançar com uma solução mista de prazos de carência e pagamento de juros progressivos foram as alternativas apontadas, pelo responsável, aos deputados durante a sua audição no Parlamento.

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«Houve sempre uma grande preocupação em aliviar as famílias que tenham problemas financeiros», refere.

Fundo de arrendamento

Faria de Oliveira relembra ainda os deputados que a CGD concebeu e pôs em prática o Fundo de Arrendamento.

Recorde-se que, este novo instrumento, previsto pelo Governo no Orçamento do Estado para 2009, permite às famílias em incumprimento do crédito à habitação e com dificuldades em pagar as prestações, venderem o imóvel ao banco durante um período de vários anos, durante o qual passam a pagar, em vez da prestação, uma renda. Ao final desse período, a família tem a possibilidade de recomprar o imóvel ao banco, pelo valor de mercado do mesmo, na altura da recompra.

A CGD, no dia de apresentação deste programa, em Outubro passado, garantiu que as famílias pagarão de renda um valor que é sempre inferior em pelo menos 20%, ao encargo mensal que têm com o crédito à habitação.