Os 38 países participantes no Fórum Económico Islâmico Mundial propuseram esta quarta-feira que a finança e a banca islâmicas desenvolvam uma alternativa ao modelo financeiro de Wall Street, desacreditado pela crise mundial, refere a Lusa.

Numa declaração final divulgada em Jacarta, o Fórum apela para «a promoção da finança islâmica como alternativa viável ao sistema financeiro convencional».

Nesse sentido, pede «aos governos e aos bancos islâmicos que desenvolvam micro-créditos conformes à charia», a lei islâmica, para deles poderem beneficiar as empresas dos países em desenvolvimento.

«A declaração contém uma série de propostas que, sendo amplamente aplicadas, desencadearão mudanças importantes tanto no mundo muçulmano como no não muçulmano», declarou o presidente do Fórum Económico Islâmico Mundial (WIEF), Tun Musa Hitam.

A quinta edição do Fórum reuniu desde segunda-feira em Jacarta cerca de 1.500 representantes de 38 países, empresários e investidores.

Fórum apela à manutenção da abertura dos mercados

Muitos deles puseram em causa o sistema financeiro actual, apresentado simbolicamente como «o de Wall Street», na crise mundial.

Contra a «avidez desenfreada» do mercado, segundo o primeiro-ministro malaio, Abdullah Ahmad Badawi, os participantes elogiaram os princípios da finança islâmica, que proíbe as transacções que envolvam especulação.

O Banco Islâmico de Desenvolvimento (IDB) foi instado a desempenhar um papel motor na sua promoção.

O Fórum apela igualmente, na declaração, à manutenção do empenho na abertura dos mercados face à tentação do proteccionismo.

«Todos perdem numa guerra comercial», advertiu o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

O sexto WIEF vai decorrer de 18 a 20 de Maio de 2010 em Kuala Lumpur.