Aumentar o financiamento a empresas, principalmente junto das PME, assim como apostar na internacionalização são duas das prioridades da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que estão presentes no plano estratégico, definido pela nova administração e tutela (Estado) no início do mandato, em Janeiro passado.

«O plano estratégico contempla 8 eixos fundamentais e 21 prioridades», revela o presidente do banco estatal, Faria de Oliveira, durante a sua audição no Parlamento.

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O responsável reconhece, no entanto, «que o crédito a particulares não deve ser descurado», nomeadamente em matéria de crédito à habitação.

«Apostar no capital de risco, ser líder no crédito à habitação, na actividade seguradora e no financiamento às grandes empresas» são algumas das metas apontadas pelo responsável.

«De olho» nos mercados internacionais

A internacionalização da CGD passa, de acordo com o mesmo, pelo crescimento da operação em Espanha.

«Somos líderes no mercado nacional, já havia dificuldade em crescer cá, por isso é inevitável a internacionalização. O crescimento em Espanha é fundamental não só para a Caixa como para o nosso país», esclarece aos deputados.

Brasil e Angola são outros países considerados estratégicos. «Houve necessidade de resolver negociações que já se arrastavam há muito tempo, como acontecia em Angola».

Faria de Oliveira faz ainda referência à operação que arrancou, em Fevereiro, no mercado brasileiro e que tem como objectivo financiar as empresas.

Melhorar eficiência

Melhorar os rácios de eficiência do banco estatal foi apontada como outra estratégia de Faria de Oliveira.

«Os rácios de eficiência estavam muito distantes dos bancos com melhores padrões» e salienta o facto do «cost-to-income» ter passado de 54% para 46%.