(Notícia actualizada às 18h30)

Os lucros da Caixa Geral de Depósitos (CGD) registaram, em 2008, uma quebra de 46,4% em relação a igual período do ano passado, atingindo os 459 milhões de euros.

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Apesar desta quebra, o presidente do banco estatal, Faria de Oliveira reconhece que «são resultados francamente bons, tendo em conta os resultados operacionais no que é controlável pela gestão, mas inevitavelmente inferiores aos o ano anterior em virtude da evolução dos mercados financeiros».

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O banco reconhece, no entanto, que «a redução verificada traduz os efeitos muito negativos da crise vivida nos mercados financeiros, com reflexos na desvalorização das carteiras de participações financeiras e de títulos e na necessidade do reconhecimento das respectivas perdas, com destaque para as participações no BCP e na Zon», acrescenta em comunicado.

A instituição liderada por Faria de Oliveira revela que o produto da actividade bancária e seguradora que registou um aumento de 13,1%.

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O produto bancário comercial cresceu 7,1% e as margem financeira aumentou 8,3%, enquanto os proveitos líquidos de comissões progrediram 6%.

Custos aumentam

Os custos operativos somaram 1. 838,7 milhões de euros, registando um acréscimo de 103 milhões (mais 5,9%), comportamento resultante dos aumentos verificados nos custos com pessoal (mais 6,5%), nos outros gastos administrativos (mais 3,9%) e nas depreciações e amortizações (mais 11,4%).

O banco diz, no entanto, que «os aumentos verificados nos custos com pessoal e outros gastos administrativos da actividade bancária em Portugal foram de 4,7% e 1,4%, respectivamente, decorrente das diversas iniciativas de redução de custos que tem vindo a ser prosseguidas na CGD».

O mesmo comunicado acrescenta também que «os aumentos de custos mais significativos registaram-se na actividade internacional e no sector segurador, neste último associado à entrada em funcionamento em 2008 de duas novas unidades hospitalares da HPP e a reformas antecipadas e indemnizações por cessação de emprego, no âmbito da implementação em curso da nova estrutura organizativa».

Maior captação de depósitos

Neste mesmo período, a CGD registou um «maior dinamismo na captação de depósitos, que foi suportado pelos depósitos a prazo e de poupança, que cresceram 19,4%, representando 67,8% do total, contra 62,3% um ano antes, evidenciando um regresso dos clientes a este tipo de aplicação».

A área internacional do banco contribuiu com 87,9 milhões de euros para o resultado liquido consolidado do grupo no exercício de 2008, ascendendo para 19,2% o peso relativo da área internacional (enquanto que em 2007 era de 11,9%).

Seguros e saúde decrescem

A Caixa Seguros e Saúde contribuiu com um resultado líquido de 12,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo significativo face a 2007. O banco esclarece que estes resultados deve-se «ao efeito adverso dos mercados financeiros internacionais, e do resultado da absorção, pela área de saúde, dos custos associados ao seu plano de expansão».