A empresa estatal chinesa Inspur está interessada numa participação de 50 por cento na Qimonda, e Portugal concorda com uma quota de 14 por cento, apurou esta segunda-feira a Lusa junto de fontes da administração na Alemanha.

A Inspur é um fabricante de Software da região de Shandong, na república Popular da China.

No modelo desenhado pelo gestor da falência Michael Jaffé, o Estado da Saxónia deveria assumir uma participação de 23 por cento, directa ou indirecta, e Portugal uma participação de 14 por cento, também directa ou indirecta, a título provisório, disse a mesma fonte.

Além disso, os credores da Qimonda teriam ainda uma participação de 15 por cento, «o que permitiria manter a maioria do capital e a produção da Qimonda na Europa», sublinhou a fonte consultada pela Lusa.

Este plano para salvar a Qimonda, que requereu falência a 23 de Janeiro, foi apresentado na semana passada por Michael Jaffé, ao governo regional da Saxónia.

Até agora, porém, «só foi aceite por Portugal e pelos credores da Qimonda», mas não pela Saxónia, onde está situada a principal fábrica da Qimonda.

Em declarações à edição desta segunda-feira do «Financial Times Deutschland», o governador da Saxónia, Stanislav Tillich, afirmou que a questão da participação do Estado federado leste-alemão no capital da Qimonda «é hipotética, sem haver um plano de negócios, e por isso não se coloca».