O vice-primeiro ministro, Paulo Portas, afirmou na segunda-feira que a indigitação de António Costa como primeiro-ministro “pode ser formalmente constitucional” mas, para o CDS, “será sempre politicamente ilegítima”.

“A indigitação de António Costa pode ser formalmente constitucional. Para nós CDS, será sempre politicamente ilegítima e extrairemos sempre daí as consequências pertinentes”, afirmou o líder centrista no final de um jantar evocativo dos 40 anos do 25 de novembro no Porto.


Portas quis “apenas” confirmar “o que o CDS já disse” sobre a indigitação do líder socialista, dizendo não ser preciso “nenhuma criatividade especial para descrever os factos”.

“Nós respeitamos o Presidente da República porque somos um partido institucional [e] sabemos que tudo isto só aconteceu porque o PS se prevaleceu de uma circunstância excecional, a de o Presidente da República não poder convocar eleições nos últimos seis meses do seu mandato, prevaleceu-se do que era excecional para poder chegar ao poder, ignorando o voto popular”, frisou.