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«Entrevista de Sócrates é do mais triste que me foi dado ver»

Maria José Nogueira Pinto não quer eleições antecipadas, mas considera que a imagem do primeiro-ministro está completamente gasta

Por: tvi24 / CP  |  25- 2- 2010  10: 25

Nogueira Pinto

Maria José Nogueira Pinto considera que a entrevista de Miguel Sousa Tavares ao primeiro-ministro foi «do mais triste que me foi dado ver».

«E note-se que tal não se ficou a dever ao entrevistador mas ao entrevistado, que aproveitou ir à boleia para consolidar uma nova posição defensiva, politicamente contraproducente e tacticamente indigente», escreve, num artigo de opinião no DN.

A deputada do PSD questiona se «Sócrates tem, ainda, condições políticas para se manter no cargo que ocupa?»

«O adensar de um clima inóspito de suspeição ou mero cepticismo, a postura pouco recomendável dos responsáveis máximos do sistema judicial, as contradições sucessivas dos intervenientes, a sucessão penosa de episódios, são factores políticos neutralizáveis por uma postura de negação passiva?», continua.

Para Nogueira Pinto, «a opção, claramente visível no discurso do primeiro-ministro, de um optimismo bacoco incapaz de convocar os portugueses a uma coesão nacional e social indispensável para ultrapassar a crise, é o sinal negativo de que o discurso do embuste vai prosseguir mesmo sabendo-se que, mais à frente, os factos o desmentirão.

«Portugal não precisa de novas eleições mas precisa de uma trégua para ultrapassar a situação em que se encontra, de instituições que funcionem, de uma liderança credível. Tudo o que Sócrates já não pode promover porque, no ponto onde está, a sua sombra é maior do que ele próprio», conclui.

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