Por: tvi24 / CP | 30- 8- 2010 11: 43
Quase 500 medicamentos desapareceram temporariamente ou permanentemente do mercado português em 2010, sobretudo devido
aos preços demasiado baixos, que não garantem lucros à indústria farmacêutica, noticia o «Diário de Notícias».
Em
vários casos, nem sequer há alternativas. O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, admitiu que «tem de ser feita rapidamente
uma revisão excepcional de preços». «Vamos trabalhar com as Finanças para que se clarifique a situação e se avalie a subida
nos casos em que esteja em causa a saúde pública», afirmou.
Já O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu a necessidade
de intervenção da entidade reguladora e do Governo para tornar viável a manutenção no mercado de medicamentos mais antigos,
mais económicos e, em alguns casos, insubstituíveis.
Pedro Nunes disse à agência Lusa que «há aqui um esforço
de regulação que é exigível por parte dos organismos públicos para que o mercado funcione com clareza e transparência», acrescentando
que «não se compreende que medicamentos que são úteis desapareçam do mercado porque deixaram de ser economicamente interessantes».
Por
isso, «é preciso a intervenção da entidade reguladora e do próprio Governo no sentido de tornar eventualmente viável a manutenção
de medicamentos mais antigos que, sendo mais económicos, têm vantagens depois a médio prazo».
O bastonário salientou
ter havido, nos últimos tempos, «um esforço da parte do Infarmed para promover a revisão de alguns preços que permitissem
manter no mercado medicamentos mais antigos», os quais «por vezes podem não ter substitutos».
Pedro Nunes salientou
que «há medicamentos que deixam de ter interesse económico, mas são insubstituíveis porque não há outros que verdadeiramente
tenham a mesma eficácia, a mesma relação terapêutica» e «lamentavelmente pode haver problemas» no tratamento dos doentes.
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