Por: Redacção / CP | 27- 7- 2010 20: 44
O primeiro-ministro revelou-se «satisfeito» pela conclusão da investigação do Ministério Público sobre o processo Freeport,
que deduziu
acusação apenas sobre dois arguidos, Manuel Pedro e Charles Smith.
«Finalmente!», desabafou, seis anos depois
do início do processo, depois de serem apresentadas as conclusões pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal
(DCIAP).
José Sócrates sublinhou que «o Ministério Público concluiu que não houve quaisquer irregularidades no licenciamento
ambiental do Freeport».
Freeport: Cavaco quer mais «celeridade» na resolução de processos
«O que não constitui
para mim qualquer surpresa. Sempre disse que o licenciamento cumpriu todas as regras e exigências previstas na lei. A actuação
do ministério do Ambiente [que liderava] seguiu sempre padrões de grande exigência e rigor», disse, numa declaração lida aos
jornalistas.
Por isso, pediu para «compreenderem» a sua «satisfação» por ver «finalmente reconhecido, preto no branco,
por uma instância independente», aquilo que sempre afirmou, «mas que muitos se recusaram a ouvir».
A outra conclusão
salientada por Sócrates disse respeito ao arquivamento dos crimes de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal
de partidos políticos. «A verdade acaba sempre por vir ao de cima», atirou.
O primeiro-ministro lamentou a «enormidade»
das «calúnias» e «injustiças» que foram ditas sobre si, com o objectivo de o «atacar politica e pessoalmente».
«O
meu nome foi abusivamente referido, de forma injusta, infundada e caluniosa», reforçou.
«Depois de tudo o que passei,
é extraordinário quem ainda queira ver nestas declarações qualquer vitimização artificial», terminou, sem nunca especificar
os alvos, e avisando que esta será «a última vez» que fala sobre este assunto.
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