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PSD, CDS e PCP condenam «fim» dos chumbos

Intenção de Isabel alçada é «grave» e «errada», dizem socias-democratas. Populares prometem opôr-se «tenaz e competentemente»

Por: Redacção / MM  |  31- 7- 2010  13: 27

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Escola (arquivo)

Actualizada às 22h59

O PSD considerou, este sábado, «grave», «errado», embora «não surpreendente», a intenção do Governo de acabar com os chumbos no ensino e avisa que envidará esforços em sede parlamentar para impedir a medida de avançar.

Em conferência de imprensa, marcada para comentar a entrevista da ministra Isabel Alçada ao jornal «Expresso», o vice presidente do PSD Jorge Moreira da Silva considera que a intenção da governante é «errada» e capaz de «basear o processo de aprendizagem no facilitismo».

Para o PSD, a medida «prejudica os alunos em especial num contexto de crise muito séria que Portugal atravessa e em que os alunos têm de ter mais do que nunca competências». Para Jorge Moreia da Silva, o anúncio não surpreende pois segue «o padrão deste Governo», em que «os ministros mudam, mas mantém-se o sinal de facilitismo».

CDS-PP: um «disparate» e uma «injustiça»

O CDS-PP considerou um «disparate» e uma «injustiça» a intenção do Governo de acabar com os chumbos no ensino, opondo-se «tenaz e competentemente» à medida e sustentando que «Portugal necessita de valorizar a cultura do mérito».

Em comunicado, reagindo à entrevista da ministra da Educação ao semanário Expresso, a direcção do CDS-PP considera que «um sistema educativo sem retenções é triplamente injusto». «É injusto porque não distingue o mérito e o esforço dos alunos que estudam (...), é injusto para os professores, cujo trabalho de avaliação de conhecimentos é em grande medida desfeito por uma norma administrativa (...) e injusto para os contribuintes, já que a promessa de uma escola fácil é um engodo e uma ilusão», enumera o CDS-PP.

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A direcção democrata-cristã sublinha que «Portugal precisa de valorizar a exigência e a cultura de mérito na escola é essencial para vencer num mercado de trabalho competitivo».

Medida «facilitista»

O PCP também considerou, este sábado, que a proposta da ministra da Educação é uma medida «facilitista» e que «desqualifica completamente o ensino», sublinhando que a intenção não resolve nenhum problema.

«O que o nosso sistema de ensino precisa é de aumentar a qualificação, valorizar mais os cursos e não o contrário e, portanto, não estamos de acordo com esta medida, uma medida facilitista que não resolve nenhum problema e que desqualifica completamente o nosso ensino», afirmou o dirigente comunista Jorge Pires, escreve a Lusa.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PCP, em Lisboa, Jorge Pires disse ainda que a proposta visa «resolver o problema da estatística».

Ao início da noite foi a vez do secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, classificar a proposta da ministra da Educação como um «lapso de língua» cuja causa poderá estar relacionada com o «calor» registado em Portugal.

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