Por: Redacção / CF | 13- 5- 2010 10: 40
Os netos dos nossos netos podem já não poder viver no planeta Terra.
Um estudo das universidades de New South
Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos, acende todos os sinais vermelhos que obriguem a tomar medidas sérias
e rápidas agora, antes que seja tarde de mais. E porquê? O aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável
nos próximos três séculos.
«Descobrimos que um aquecimento médio de 7ºC levaria algumas regiões a ultrapassar o limite
do termômetro húmido, ou seja, o equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada. E um aquecimento médio de 12ºC deixaria
metade da população mundial num ambiente inabitável», sintetisa o professor Peter Huber, da universidade de Purdue, à BBC.
Visto
um pouco mais à lupa, quer dizer que um aquecimento médio de 12ºC equivale a aumentos de até 35ºC no termômetro húmido nas
regiões mais quentes do planeta. Ora,nos dias de hoje, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nesta medida nunca ultrapassam
os 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro húmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia
, isto é, sobre-aquecimento.
Embora seja improvável que isso aconteça ainda neste século, é possível que já no próximo,
várias regiões estejam sob calor insuportável para humanos e outros mamíferos.
Alarmista chamar-lhe-ão os mais cépticos.
O professor compara os resultados do estudo a uma roleta russa: «Às vezes o risco é alto de mais, mesmo se existe apenas uma
pequena hipótese de perder». A verdade é que já há mortes provocadas pelo calor em certas regiões.
O alerta fica
dado no estudo que vem publicado na última edição da revista especializada «Proceedings
of the National Academy of Sciences».
Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
Mais Futebolo programa desportivo mais irreverente
25ª Hora - Sexta-feiraHoje com João Pereira Coutinho