Por: tvi24 / CP | 3- 9- 2010 8: 4
Não tão longo como o julgamento de quase seis anos, mas não tão curto quanto desejável: é assim que o ex-bastonário dos
advogados Rogério Alves vê o caminho de recursos que se deverá seguir à decisão do processo Casa Pia.
Contactado
pela Agência Lusa, Rogério Alves afirmou que é «improvável que a decisão [decorrente da leitura do acórdão marcada para esta
sexta-feira] seja um ponto final» no processo.
«Só seria se a sentença agradasse ao Ministério Público, aos assistentes
e aos arguidos todos, levando a que não recorressem», afirmou, salientando que, no seu entender, esta é apenas uma «possibilidade
académica».
Quanto ao tempo que poderá demorar o caminho dos recursos - «longo, não tão longo quanto o já percorrido,
mas não tão curto quanto seria desejável» -, Rogério Alves prefere ser cauteloso, indicando que é «extremamente arriscado
qualquer prognóstico».
«Dependerá do número de recursos e da sua extensão, é muitíssimo difícil projectá-lo com
qualquer rigor», reforçou.
No entanto, «pelo menos» os recursos deverão demorar «entre seis meses a um ano» a
serem analisados pelo Tribunal da Relação e «vamos ver se no final se resolverão assim», ressalvou.
«O mais provável
é que haja recursos. De acordo com o teor do acórdão pode haver de todas as partes ou só de algumas, por aspectos distintos»,
vaticinou Rogério Alves.
O ex-bastonário da Ordem dos Advogados considerou que, com uma «visão distante e fria» do
processo, os recursos são «a possibilidade mais consistente».
O início da leitura do acórdão do processo de abusos
sexuais na Casa Pia está marcado para as 9h30 no Campus da Justiça, em Lisboa.
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