Por: Redacção / CP | 3- 9- 2010 14: 16
Dos 36 crimes pelo qual estava acusado, Hugo Marçal apenas viu dois de lenocínio dados como provados. «Só porque eu abri
a porta ao Carlos Cruz num sítio onde nunca na vida estive...», garantiu aos jornalistas.
O advogado confessa que,
nesta altura, não sabe prever a pena que provavelmente lhe será aplicada, estando já à espera da condenação. «Ser condenado
a 6 meses ou a 25 anos para mim é rigorosamente igual», afirmou.
O arguido optou por ironizar na reacção aos dois
factos contra si que foram dado como provados. «Espero que a opinião pública fique muito satisfeita, que façam festas, promovam
jantares como a Dra. Catalina Pestana fez para as comemorar condenações, divirtam-se», disse.
Marçal acusou que
a condenação é uma «forma de silenciar as pessoas» e considera que «não foi feita justiça». «Eu não cometi esses factos, é
mentira», reforçou.
Desabafando a sua «tristeza» com o desfecho anunciado, Hugo Marçal auto-intitula-se de «bode
expiatório» do processo. «É triste viver num país com esta justiça, em que claramente se condenam pessoas para satisfazer
a opinião pública. Há sempre quem pague por arrastamento, tem de haver sempre bodes expiatórios», concluiu.
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