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Juiz saudita quer tornar homem paralítico como castigo

Foi condenado por deixar um outro homem paralisado numa discussão

Por: Redacção / CLC  |  22- 8- 2010  18: 6

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Internacional

A Justiça da Arábia Saudita poderá determinar a punição de danificar a espinha dorsal de um homem que deixou um saudita paralisado durante uma discussão há dois anos, informa a BBC.

O juiz Saoud bin Suleiman al-Youssef, na província de Tabuk, no nordeste do país, determinou que os hospitais da região fossem consultados para a execução da sentença. De acordo com o tribunal da cidade, Abdul-Aziz al-Mutairi, de 22 anos, ficou paralisado e perdeu um pé depois de ser atacado com uma faca numa luta com o homem agora condenado.

«Foi solicitado ao tribunal de Tabuk que o seu agressor sofra uma punição equivalente com base na lei islâmica», disse um comunicado do tribunal publicado no jornal saudita Okaz.

De acordo com o jornal, o homem também é saudita e na época do ataque foi sentenciado a 14 meses de prisão, mas, após sete meses, foi solto por uma amnistia. O homem leccionava numa universidade saudita.

O juiz al-Youssef, segundo jornais árabes, enviou cartas a vários hospitais da região de Tabuk a pedir aconselhamento sobre a possibilidade médica de cortar a espinha dorsal do condenado e, assim, deixá-lo paralisado como a sua vítima.

Um dos hospitais mais respeitados do país, o Hospital Especializado Rei Faisal, da capital Riad, respondeu numa carta que «causar tal mal não seria possível» por razões éticas. Outro hospital, de acordo com os jornais locais, respondeu que era possível cortar a espinha dorsal, mas ainda não sabia se estava preparado para tal procedimento.

Segundo o advogado saudita especializado na «sharia», Ibrahim al-Modaimeegh, a punição poderá ser revogada caso al-Mutairi perdoe o seu agressor e aceite receber uma compensação financeira, conhecida no país como «dinheiro de sangue».

Há 10 anos, um egípcio teve o olho removido cirurgicamente num hospital saudita como punição por ter desfigurado um compatriota num ataque com ácido, seis anos antes. Na ocasião, foi a primeira vez em 40 anos que uma corte saudita aplicou literalmente o princípio do «olho por olho».

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