O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira, na inauguração dos Hospitais Senhor do Bonfim, em Vila do Conde, que «há espaço em Portugal para que os privados possam prestar serviço público na área da saúde».

Pedro Passos Coelho aprofundou a ideia na cerimónia de inauguração desta unidade privada, hoje inaugurada, fruto do investimento de 100 milhões de euros de um empresário local, que vai criar 800 postos de trabalho.

«Há espaço em Portugal para que os privados possam prestar serviço público na área da saúde. Gostamos de incentivar os bons exemplos nestas duas áreas da saúde», disse o governante, garantindo que a unidade inaugurada terá acordos com o Estado.

«Espero que este hospital possa também prestar um serviço público de qualidade e acolher portugueses que aqui encontrem bons cuidados com o apoio dos sistemas públicos», acrescentou.

Na sua intervenção, Pedro Passos Coelho considerou que «o grande desafio do futuro é os cidadãos escolherem o local onde pretendem receber os tratamentos de saúde».

«Seria na mesma o Estado garantir, através dos impostos o acesso aos cuidados, mas não tendo encargos fixos, apenas contratando no mercado os melhores serviços ao melhor preço», partilhou o primeiro-ministro, sublinhando o porquê de tal ainda não ser possível.

«O que nos impede é termos investido durante muitos anos em equipamentos e serviços de saúde. E como bons investidores não podemos deixar esses equipamentos vazios. Mas devemos criar, progressivamente, condições para que essa liberdade das pessoas se possa materializar», concluiu.

O primeiro ministro participou na inauguração dos Hospitais Senhor do Bonfim (HSB), sedeados em Vila Conde, uma unidade de saúde privada, que contou com um investimento de 95 milhões de euros, e que vai criar cerca de 800 postos de trabalho na região.

O complexo, formado por 8 edifício distribuídos por uma área de 13 hectares, acolherá um total de 549 camas, e terá especial enfoque nas áreas de Pediatria, Geriatria, Neurologia e Psiquiatria, e foi classificado como Projeto de Interesse Nacional

Apesar da inauguração ter acontecido hoje, a sua entrada em funcionamento, como uma das maiores unidades de saúde em Portugal, está apenas prevista para janeiro de 2015.

Manuel Agonia, empresário da Póvoa de Varzim mentor e investidor do projeto, considerou que é fundamental esta iniciativa privada na área da saúde, ter mais apoio do Estado.

«Vamos empregar mais de 800 pessoas, mas já pagamos em impostos 7 milhões de euros. Este hospital precisa que seja tomado como um negócio verdadeiro, mas que continue a ter um apoio condizente com o título de projeto de interesse nacional», vincou o empresário.