O Parlamento aprovou esta sexta-feira um voto que manifesta preocupação sobre a situação na Ucrânia apelando à União Europeia para que exerça influência visando travar extremismos.

O voto apresentado pela comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros foi aprovado com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP, contra do PCP e PEV e a abstenção do BE.

«A União Europeia deve exercer a sua influência no sentido de travar os extremismos de todos os matizes e fortalecer aqueles que na Ucrânia se batem genuinamente para que prevaleçam no seu país os valores universais da democracia, da liberdade, da tolerância e da paz», refere o voto.

Sobre o mesmo tema, foi rejeitado um voto apresentado pelo PCP, com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP, a abstenção do BE, que visava condenar «o violento ataque a direitos democráticos e a liberdades fundamentais», nomeadamente contra o Partido Comunista na Ucrânia.

O voto condenava também «o golpe de estado levado a cabo pelos setores mais retrógrados e revanchistas da oligarquia ucraniana com o apoio das potências da NATO».

No debate, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que «não se pode branquear a ação das forças nazis» na Ucrânia.

Um voto do Bloco de Esquerda de «solidariedade com o povo ucraniano» foi aprovado com os votos favoráveis do PSD, PS, CDS, e PEV, teve um voto contra, do deputado do PS José Lello e a abstenção do PCP e de 12 deputados socialistas.

Sérgio Sousa Pinto, Pedro Silva Pereira, Marcos Perestrello, Jorge Lacão, Miranda Calha e Ferro Rodrigues, foram alguns dos deputados que se abstiveram na bancada do PS.

O voto do BE «apela às forças sociais e políticas da Ucrânia que se empenhem na busca de soluções pacíficas e na garantia da integridade territorial, e respeitem todas as diferenças étnicas, religiosas e políticas existentes na sociedade ucraniana».

O Parlamento aprovou também, por unanimidade, um voto apresentado pelo PS que visa a «condenação da aprovação, no Uganda, da homossexualidade, punindo-a com prisão perpétua».