António Vitorino pode ser o senhor que segue no PS para candidato às presidenciais de 2016. O socialista foi desafiado este sábado pelo líder do PS a dizer se está disponível, mas o ex-ministro não abriu o jogo. Questionado pelos jornalistas, Vitorino não disse que avançava como candidato, mas também não negou a possibilidade. 

«Muita água vai ainda correr debaixo da ponte», disse António Vitorino sobre as Presidenciais. 

Antes durante a tarde, António Costa já tinha manifestado  o desejo, de forma subtil, de ver o seu «camarada» de partido António Vitorino responder à pergunta sobre a disponibilidade para ser candidato presidencial em 2016.

«Tenho muita pena de não ter assistido ao conjunto deste debate e fico, aliás, na dúvida sobre se fizeram ‘A' pergunta que toda a gente faz sobre o António Vitorino ou se só lhe fizeram perguntas sobre o que ele pensa sobre a TAP, conteúdos digitais?», inquiriu para a plateia António Costa, durante a convenção da sobre «O Papel do Estado nos Setores Estratégicos», organizada pela Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS.

O antigo comissário europeu e ex-ministro de governos liderados por outro possível candidato a Chefe de Estado da área socialista, António Guterres, interrompeu o secretário-geral para frisar, bem-humorado, que aquela era uma «sessão decente».

«Bom, estou a ver que não (perguntaram). Aguardemos então que ele um dia responda», disse o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa e candidato a primeiro-ministro, entre sorrisos.

Ao final da noite, Costa voltou a abordar o tema, considerando que António Vitorino tem   «todas as qualidades para poder ser um excelente Presidente da República». Costa sublinhou ser «amigo pessoal» de Vitorino e ter por ele «muita estima e consideração», mas advogou que a «prioridade» das pessoas nesta fase prende-se com as eleições legislativas e não com as presidenciais. 

O semanário Expresso publicou hoje uma sondagem segundo a qual António Vitorino, à semelhança de António Guterres, é uma figura à esquerda capaz de derrotar eventuais candidatos ao Palácio de Belém por parte da direita, como Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio e Santana Lopes.