A Polícia Judiciária apanhou o diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Horácio Pinto, a ajudar um dos suspeitos no caso dos vistos gold, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo. É o que avança o «Expresso», na sua edição deste sábado.

Vistos gold: o que são, quantos foram emitidos e a quem

Ao que o semanário indica, os inspetores da PJ estavam a vigiar a sede do IRN quando, a certa altura, chegaram três pessoas com uma mala. Entre elas, estava o diretor do SIS. Os três indivíduos entraram, primeiro, no edifício do Campus da Justiça de Lisboa e, de seguida, no gabinete do presidente do IRN.

Os três «visitantes», incluindo Horácio Pinto, foram fotografados e, posteriormente, identificados, segundo o mesmo jornal.

Recorde-se que o presidente do IRN foi um dos 11 detidos na operação Labirinto, que investiga alegada corrupção na atribuição dos vistos gold. António FIgueiredo apresentou, entretanto, um pedido de suspensão de funções, na sequência da sua detenção.

O caso já provocou, também, demissões em altos quadros do Governo. A secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, pediu a demissão depois de, na quinta-feira, ter sido detida no âmbito da investigação.

Na sexta-feira, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE) aceitou também o pedido de demissão da secretária-geral do Ministério, Albertina Gonçalves, que na quinta-feira foi alvo de buscas da Polícia Judiciária no seu gabinete, mas não chegou a ser detida.

Ao todo, a PJ realizou 60 buscas por todo o país.