O primeiro-ministro considerou, esta quarta-feira, que a visita oficial a Cabo Verde permitiu abrir um novo ciclo de cooperação entre os dois países até 2020, num quadro que definiu como de "excelência" ao nível das relações políticas.

António Costa falava aos jornalistas no final da visita oficial de dois dias a Cabo Verde, a primeira que efetuou enquanto primeiro-ministro, em que esteve acompanhado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Cultura, João Soares.

"Foi uma visita excelente, durante a qual se abriu um novo ciclo para o próximo período de cooperação (2016/2020). A par de áreas que vão ter continuidade, como a educação, a saúde e a componente técnico-policial, haverá áreas novas, designadamente a economia do mar e a energia", destacou.


De acordo com a Lusa, António Costa referiu-se depois à visita que efetuou esta quarta-feira de manhã na ilha de Santiago à barragem de Figueira Gorda - um empreendimento construído e financiado por Portugal, que representou um investimento de 3,7 milhões de euros.

"Hoje vimos como a cooperação técnica na área da irrigação tem sido importante para ajudar à transformação de Cabo Verde. É em áreas inovadoras que poderemos dar um salto qualitativo na cooperação", defendeu.

No plano político e diplomático, o primeiro-ministro advogou a existência de um relacionamento de "excelência" com Cabo Verde.

"Tivemos a coincidência de esta visita se efetuar no dia em que se celebram aqui os heróis nacionais. É bonito poder ver como dois povos podem festejar conjuntamente a nossa própria liberdade e a libertação dos países africanos de expressão portuguesa", referiu.

Para António Costa, essa capacidade de celebração conjunta de efemérides históricas "é o melhor sinal [de] que, por muitos anos que passem, as relações entre os dois povos serão fundadas não só no passado, não só na memória, mas também naquilo que a língua comum nos permitirá todos os dias reinventar".