A audição de José Sócrates já terminou. O ex-primeiro-ministro deu entrada no DCIAP, em Lisboa, por volta das 9:20 desta segunda-feira.

A Polícia de Segurança Pública montou um cordão de segurança pouco depois das 09:15 em redor de todo o edifício para evitar que os jornalistas que estão no local se aproximassem da entrada do edifício, no Campus da Justiça, em Lisboa.

Pelas 09:20 chegou uma carrinha azul idêntica àquela que saiu, pouco depois das 08:00, do Estabelecimento Prisional de Évora, onde José Sócrates está em prisão preventiva no âmbito da Operação Marquês.


Veja também:
VÍDEO - Advogado de Sócrates tem saída atribulada do DIAP


José Sócrates estará acompanhado por, pelo menos, um dos seus advogados, já que ambos, Pedro Delille e João Araújo foram vistos no edifício. Presume-se que a inquirição do ex-primeiro-ministro, no âmbito de um inquérito sobre violação do segredo de justiça, marcada para as 10:20, já esteja a decorrer no primeiro andar do edifício do Campus da Justiça, na 13ª secção. «Trata-se de uma investigação, não há acusação», como esclareceu a repórter da TVI no local. 

Anormalmente, há um certo aparato policial no Campus da Justiça, mas, como apurou a repórter, tal justifica-se porque uma das queixas de violação do segredo de justiça foi movida por Mário Machado. 

O antigo governante socialista é ouvido pelo Ministério Público no inquérito relacionado com a violação do segredo de justiça no processo em que é arguido.

«O ex-primeiro ministro vai ser ouvido na próxima segunda-feira no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, no âmbito de um inquérito instaurado pela Procuradoria-geral da República que investiga a violação do segredo de justiça no processo em que é arguido», esclareceu a PGR à agência Lusa, na quinta-feira.


Detido desde finais de novembro, José Sócrates está em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Évora, indiciado pelos crimes de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, num processo que tem ainda como arguidos o seu amigo de longa data, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e João Perna, que era motorista do antigo líder do PS.

A inquirição de Sócrates pelo DIAP de Lisboa coincide com a data em que a medida de coação de prisão preventiva aplicada a Sócrates terá que ser reavaliada pelo juiz Carlos Alexandre do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

Entretanto, no sábado, o administrador da farmacêutica Octapharma, Paulo Lalanda Castro, fez saber, através de comunicado, que foi constituído arguido no âmbito da «Operação Marquês», depois de ter sido ouvido, «a seu pedido», pelo procurador Rosário Teixeira.

O administrador da multinacional farmacêutica, onde o ex-primeiro-ministro José Sócrates trabalhou como consultor, ficou sujeito à medida de coação de «termo de identidade e residência, como é de lei», refere o advogado Ricardo Sá Fernandes, em comunicado que a Lusa cita.