O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, disse este sábado que o Governo “tudo fará” para assegurar a saída de Portugal do procedimento de défice excessivo.

O executivo liderado por António Costa, segundo Vieira da Silva, “tudo fará para que, neste espaço de tempo que medeia até ao final do ano, sejam criadas todas as condições para que não haja nenhum risco que ponha em causa a saída de Portugal do procedimento de défice excessivo”.

“Infelizmente, como é hoje conhecido, o caminho não tem sido tão positivo como aquele que foi anunciado”, havendo “vários exemplos disso mesmo”, disse o governante aos jornalistas, em Fátima, concelho de Ourém e distrito de Santarém.


José Vieira da Silva frisou que corrobora “aquilo que foi dito” sobre a matéria pelo primeiro-ministro, António Costa. “É aquilo que eu posso repetir”, disse.

“Sem qualquer dúvida, reconhecemos a importância para o país de podermos sair do procedimento de défice excessivo, para podermos termos mais liberdade de atuação no campo da na nossa política orçamental”, sublinhou.


O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou hoje que o Governo vai "fazer todo o possível, dentro daquilo que é a execução orçamental, para que o país saia do procedimento de défice excessivos", sem adiantar medidas a adotar até final do ano.

O líder do PSD e ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou na sexta-feira na Guarda que "tudo se encaminha" para que o défice nacional possa ficar "abaixo dos 3%".

Estas declarações seguem-se aos dados divulgados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que estimou na quinta-feira que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano, um valor acima da meta do anterior Governo para a totalidade do ano.