O ministro da Segurança Social disse esta terça-feira que o Governo está preparado para mobilizar meios e recursos para uma resposta “sólida e tão rápida quanto possível” para ajudar Alijó a recuperar dos prejuízos causados pelo incêndio.

Vieira da Silva falava à agência Lusa após o repto lançado pelo vice-presidente da Câmara de Alijó. José Paredes pediu ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para que interceda junto do primeiro-ministro para que seja dada uma resposta célere ao pedido de calamidade pública, feito pelo município duriense após quase três dias de incêndio.

O Governo tem os recursos, quer nacionais quer dos fundos estruturais, para que, no conhecimento da situação concreta e da natureza e dimensão dos prejuízos, possam ser mobilizados esses meios”, afirmou o governante.

No terreno ainda estão equipas multidisciplinares a fazer o levantamento dos prejuízos causado pelo fogo.

Assim que o levantamento estiver feito, estou certo que o Governo empenhará os meios e recursos para que haja uma resposta sólida e tão rápida quanto possível”, salientou Vieira da Silva.

O ministro esteve esta terça-feira numa das aldeias afetadas pelo fogo, mas no âmbito de um convite feito há já algum tempo para participar nas comemorações do 25.º aniversário da Associação São Tiago de Vila Chã.

A tarde de festa ficou marcada pelo negro da paisagem que rodeia a localidade e a estrada de acesso à mesma.

Vieira da Silva frisou que o Governo tem “acompanhado a situação em Alijó e as outras que, infelizmente, têm acontecido este ano”.

“O Governo obviamente está preparado para dar a resposta que for necessária, mobilizar os recursos que neste quadro podem ser mobilizados, no sentido de ajudar a recuperação económica”, sublinhou.

O fogo de Alijó deflagrou na madrugada do dia 16 e foi dado como extinto ao final da tarde do dia 18.

Chã, Vila Chã, Santa Eugénia, Casas da Serra, Franzilhal e até Porrais, já no concelho de Murça, foram algumas das aldeias que o incêndio assolou e onde destruiu praticamente o trabalho de um ano inteiro na agricultura, tanto nas vinhas, algumas incluídas na Região Demarcada do Douro, como nos olivais, amendoais, nas hortas, pecuária, pastos para os animais e na apicultura.

O vice-presidente, José Paredes, referiu que o município quer implementar uma estratégia de apoios de emergência aos cidadãos afetados e, posteriormente, acionar as medidas do Portugal 2020 que permitam responder à reposição do potencial produtivo das explorações agroflorestais afetadas.

Em Vila Chã, Vieira da Silva destacou o papel a nível social e económico das várias Instituições Particulares de Solidariedade Social que, neste concelho do distrito de Vila Real, representam 330 postos de trabalho e usufruem de um volume de financiamento público na ordem dos três milhões de euros.

“É uma rede social forte, dinâmica e moderna”, frisou.

A Associação São Tiago de Vila Chã possui três respostas sociais, nomeadamente lar de idosos, centro de dia e dá apoio domiciliário a utentes de 12 aldeias do norte do concelho.