O porta-voz do PSD afirmou, este domingo, que o Tribunal Constitucional «insiste» em «arrastar o país para o passado». Marco António Costa comentava o chumbo a três normas do Orçamento do Estado para 2014, cujas consequências a comissão permanente do partido analisa na segunda-feira.

«O Tribunal Constitucional (TC), com a sua decisão, insiste em querer arrastar o país para o passado e eu julgo que os portugueses estão interessados em ver o país progredir e andar para a frente», afirmou Marco António Costa, citado pela Lusa.

PS: versão portuguesa da «Guerra dos Tronos»

O porta-voz do PSD acusou, também este domingo, o PS de ser um «foco de instabilidade» na política nacional, considerando que se assiste no maior partido da oposição à versão portuguesa da «Guerra dos Tronos».

«Não podemos ignorar que hoje o maior partido da oposição é um foco de instabilidade na vida política nacional e que, permanentemente, nós estamos a assistir à versão portuguesa da Guerra dos Tronos», afirmou Marco António Costa, em Fátima, onde é orador nas I Jornadas Formativas da JSD/Santarém.

«Trata-se, de facto, de uma situação que a nós nos preocupa, porque precisávamos de ter um Partido Socialista - o maior partido da oposição - estável e, também, determinado a querer ter um comportamento no sentido de auxiliar o país a ultrapassar as dificuldades», declarou.

Seguro: «Chegou a altura de me defender»

Para o dirigente nacional do PSD, tem-se assistido a «um Partido Socialista que não só vive a sua guerra dos tronos, como ainda, permanentemente, procura destabilizar a situação política nacional».

António Costa convoca nova Comissão Nacional dentro de 15 dias

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anunciou na semana passada disponibilidade em se candidatar à liderança do partido.

«Assistimos a declarações do secretário-geral do PS esta semana a propósito do diploma do Tribunal Constitucional a reclamar eleições antecipadas. Os portugueses ficam sempre confusos, não sabem de que eleições estamos a falar, se são as internas do PS ou se são as eleições antecipadas a nível legislativo», referiu. Marco António Costa destacou que, «de qualquer das formas, não é um bom contributo que o Partido Socialista tem dado para a vida nacional».