O secretário-geral do PCP comparou hoje os alegados «sinais positivos» da economia valorizados pelo Governo a um «foguetório» e condenou a maioria e o Presidente da República por surgirem como «profetas do crescimento» após desmantelarem a produção nacional.

«Eles vão dizendo que já se veem sinais em relação ao desemprego, à situação económica e nunca os portugueses veem nada de jeito. É mero foguetório que dura tanto como um foguete para depois serem confrontados com a dura realidade», afirmou, referindo-se a declarações do primeiro-ministro, Passos Coelho, já depois de Cavaco Silva ter apelado a discursos a puxar pelo crescimento económico, sem esquecer o rigor orçamental.

Para Jerónimo de Sousa, que discursava num comício autárquico em Alpiarça, ouvir «esta gente» defender que Portugal está «no caminho do crescimento económico, obriga a várias interrogações: «quando? onde? em que setor económico?», frisou.

«Os mesmos que falam de crescimento e desenvolvimento, de aumento da produção, foram os mesmos - e estou aqui a meter um dos principais responsáveis, o então primeiro-ministro Cavaco Silva - que levaram à destruição do nosso setor produtivo», afirmou o líder comunista.

O também deputado do PCP defendeu que, durante as duas maiorias absolutas do PSD, lideradas pelo atual Chefe de Estado, «subsidiou-se para não produzir, para abater a frota pesqueira, para abater grandes empresas do setor da metalurgia e siderurgia nacionais».

«Arrasaram com a nossa agricultura e ei-los, agora, surgir como profetas do crescimento, amigo da economia. Esta é a grande mistificação que se verificou nestas eleições», disse.