O secretário-geral do PS defendeu, este sábado, a criação de um tribunal especial para investidores estrangeiros, a partir de um montante significativo, para criar um «ambiente amigo» e mais oportunidades de emprego para os portugueses.

«Propomos a criação de um tribunal com uma competência especializada para apreciar os conflitos emergentes das relações contratuais onde está envolvido investimento estrangeiro», anunciou António José Seguro, durante uma sessão das conferências «Novo Rumo» dedicada à Justiça e à Segurança, num hotel lisboeta.

Seguro precisou que a futura instituição também deveria dedicar-se a julgar processos com empresas portuguesas, dependendo das verbas envolvidas, algo que seria definido consoante o contexto económico, por exemplo anualmente.

«Damos a garantia de que há um prazo máximo para resolver conflitos, proporcionando assim um ambiente mais propício, mais amigo, do investimento estrangeiro no nosso país, instrumento indispensável para criar mais emprego, mais oportunidades de trabalho», declarou.

O líder socialista reiterou as críticas ao Governo da maioria PSD/CDS-PP por «dizer uma coisa antes de eleições e fazer outra, completamente diferente, após eleições», antecipando que o adiado corte retroativo das pensões está a ser preparado.

«Primeiro, querem o voto dos reformados, depois acertam contas, retirando rendimento a esses mesmos reformados após as eleições. É imoral, é injusto», denunciou, mostrando-se convicto de que no PS «moram as mulheres e os homens que não se resignam, que têm ideias, valores, que não põem os sonhos de lado, mas, com os pés bem assentes na terra, querem dar um novo rumo a Portugal».

Seguro garantiu que a alternativa está «no interior de cada um e é feita com rigor, exigência, com respeito pelos eleitores e eleitoras, com uma vontade enorme e ambição muito grande de voltar a aproveitar as capacidades, inteligência e competência dos portugueses e não desperdiçá-las».

«É esse país que temos o dever e a obrigação de reconstruir e vamos reconstruí-lo», assegurou.