O presidente da Câmara do Porto criticou hoje o facto de não ter sido informado dos cortes de energia pela EDP em várias zonas nem da intenção de fechar o centro de saúde de Azevedo, em Campanhã.

«Numa altura em que a Câmara do Porto anunciou que a Campanhã seria uma prioridade (...), é nessa freguesia que se abatem um conjunto de medidas que objetivamente têm impacto na população», afirmou Rui Moreira durante uma visita ao bairro de São Vicente de Paulo, também em Campanhã.

«Relativamente a estas duas questões a nossa preocupação principal é que a câmara municipal não foi informada. Não foi informada dos cortes de energia, não foi informada da intenção de fechar o centro de saúde», disse o líder da câmara portuense.

«A câmara do Porto e os seus eleitos devem ser informados, pelo menos, previamente do que sucede. E nós não fomos informados. O povo do Porto não pode ser informado através dos fornecedores de serviços daquilo que lhes vai acontecer. Não podemos ser informados através da comunicação social em situações desta natureza», criticou.

«Crueldade social»

Também o coordenador do Bloco de Esquerda (BE), João Semedo, acusou hoje a EDP de «crueldade social» ao cortar a luz nos bairros portuenses do Lagarteiro e de Contumil, defendendo que o Governo «tem que exigir responsibilidade social» à empresa.

«Quando se corta a eletricidade a pessoas que já vivem com tantas e tantas dificuldades isso é crueldade social. A EDP não vende automóveis, não vende bicicletas, vende um serviço de enorme impacto social e não pode ignorar as consequências das atitudes como esta que acaba de tomar», afirmou João Semedo durante uma visita ao bairro do Lagarteiro.