O resultado das eleições autárquicas continua a abalar o psd. Os social-democratas reúnem esta terça-feira à noite o Conselho Nacional para analisar os números e delinear o futuro.

Em cima da mesa estará a antecipação do congresso do partido para o início do próximo ano numa altura em que vários militantes apontam o dedo a Passos Coelho. Do Governo, vem a mensagem de estar «muito coeso».

Dentro do PSD são várias as vozes que apontam culpados pelo desaire eleitoral. O desempenho do Governo e a política de Passos Coelho são vistos como as principais razões para os números negativos. E são também agora os alvos maiores das bases do partido.

Esta noite, os social-democratas reúnem o Conselho Nacional e serão pedidas mudanças, a começar no rumo da austeridade.

A tendência na direção do partido é desdramatizar, apesar de Marco António Costa já ter vindo defender a antecipação do congresso ordinário do PSD, que deveria acontecer em 2014. A reunião magna deverá ser agendada logo para o início do ano. Janeiro é o mês desejado, a tempo de preparar as eleições europeias de Maio e de dar espaço ao primeiro-ministro para a saída da troika em junho.

O lugar de Passos não está em causa no imediato. Mas dentro do partido também há quem já encare seriamente o início do processo de substituição e, neste cenário, mais uma vez, surge o nome de Rui Rio.

No entanto, primeiro há que ultrapassar o tema autárquicas. Algumas distritais defendem a revisão do processo da escolha de candidatos. O presidente da estrutura de Lisboa vai mais longe e quer a expulsão de todos aqueles que concorreram contra o partido. A ideia não é nova e permitiria resolver os casos de Marco Almeida, que concorreu em Sintra, ou de históricos como António Capucho e Miguel Veiga, que apoiaram outros candidatos.

Nos restantes partidos , as autárquicas também ainda dão que falar. Esta tarde o PCP reúne o Comité Central para analisar os resultados, considerados positivos pelo partido.

Segunda-feira foi a vez do secretariado nacional do PS . Os socialistas falam numa vitória histórica que dá ao partido e a António José Seguro para um combate mais forte na oposição.