O líder parlamentar do PSD garantiu esta quarta-feira que se as novas medidas para reduzir a despesa resultarem numa redução salarial dos funcionários públicos, essa terá de ser compensada com uma diminuição dos cortes atualmente em vigor.

A questão dos cortes de salários e pensões dos funcionários públicos, que marcaram as jornadas parlamentares do PSD no início da semana, foi introduzida no debate na Assembleia da República pelo próprio presidente da bancada social-democrata, Luís Montenegro, que repetiu que a estratégia do partido é que «os funcionários públicos não vão ter uma retribuição inferior àquela que têm hoje».

Reconhecendo que o Documento de Estratégia Orçamental vai ter que «apresentar as medidas que consubstanciam a diminuição da despesa que é necessária», Luís Montenegro assegurou que «se dessas medidas resultar qualquer redução salarial ela terá de ser compensada com o nível que hoje está de corte correspondente, pelo menos correspondente».

Na resposta aos pedidos de esclarecimentos da oposição a propósito destas afirmações, o líder da bancada do PSD insistiu que «o princípio estratégico» dos sociais-democratas é que «não haja mas cortes nos salários e nas pensões da administração pública».

«Independentemente das medidas que vierem a ser adotadas - e vão ter que ser adotadas muitas no âmbito da redução da despesa, de uma forma até permanente e estrutural - o que eu quero garantir é que a estratégia que o PSD segue e que a maioria segue é de que os funcionários públicos mesmo com outras medidas não vão ter um corte no seu rendimento», referiu.

Questionado sobre uma possível revisão da tabela salarial dos funcionários públicos, Luís Montenegro assinalou que só irá vigorar para o próximo ano e que mesmo que represente um decréscimo do salário, não haverá uma perda em relação ao rendimento de hoje em dia.

Pois, explicou, o rendimento atual está atingido por cortes e, dessa forma, «os cortes que estão hoje em vigor terão que diminuir».

«O nosso princípio e a nossa estratégia é esta: os funcionários públicos não vão ter uma retribuição inferior àquela que têm hoje, se houver necessidade de haver substituição de medidas, ela não vai implicar um agravamento em termos de redução salarial face àquilo que está hoje em vigor», reforçou.