O cabeça de lista da Aliança Portugal, Paulo Rangel, anunciou que a coligação e Jean-Claude Juncker assinam hoje o manifesto «nunca mais», desafiando o PS a comprometer-se também com o documento que pede aos responsáveis políticos «boas contas».

Jean-Claude Juncker, candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia, junta-se hoje à tarde e à noite a iniciativas de campanha da Aliança Portugal (PSD/CDS-PP).

«Queremos desafiar Assis e António José Seguro a virem assinar o manifesto «nunca mais», que deem garantias aos portugueses que nunca mais vão contribuir para aumentar a despesa, para criar a bancarrota, para nos levar ao colapso e para nos obrigar a pagar as dívidas que eles deixaram e a pagá-las com grande sacrifício durante três anos inteiros», desafiou Paulo Rangel.

Falando num almoço com apoiantes em Felgueiras, no dia assinalado pelo Governo como da «saída da troika», Rangel referiu-se ao manifesto, que tem como primeiro subscritor António Nogueira Leite, e que pede aos responsáveis políticos «responsabilidade» e «boas contas» e diz «nunca mais» à troika, à «intervenção externa» e aos «programas de ajustamento».

O documento repete muitas das mensagens que a coligação PSD/CDS-PP tem veiculado na campanha eleitoral para as eleições europeias, como a da seguinte frase, que se lê no manifesto: «Não queremos voltar para trás».

«Fazer promessas de governo em tardes de sábado de eleições europeias é fácil, assinar um compromisso a dizer que não vão repetir os erros que cometeram em 2009, 2010 e 2011, e que todas vocês e todos vocês pagaram e pagaram caro, isso é que é coragem», afirmou Paulo Rangel.

«Que tenham coragem de assinar o manifesto ¿nunca mais', que venham a terreno dizer que estão arrependidos da política que seguiram com Sócrates, que querem arrepiar caminho, e que querem ter um papel construtivo em Portugal», apelou.

Também o primeiro candidato do CDS-PP na lista da coligação, Nuno Melo, voltou a referir-se ao ex-primeiro-ministro José Sócrates na sua intervenção, considerando que com a sua presença, trazem «o passado para a campanha».

«A vitória que hoje temos é uma vitória de Portugal, de trabalhadores, empresários, dos funcionários públicos, dos reformados, é por esses que clamamos esta vitória e era por estes que Assis devia hoje festejar», defendeu.