O cabeça de lista do PSD e CDS-PP às europeias, Paulo Rangel, desafiou este sábado o líder socialista a apresentar «quanto antes» o seu candidato, e assumiu a tarefa de «vencer» as eleições apesar de ser uma «tarefa duríssima».

«Medindo toda e cada uma das palavras, é uma tarefa que, em nome dos enormes esforços e sacríficos dos portugueses, do sentido de Estado e de responsabilidade do Governo, é uma tarefa que, repito alto e bom som, sem medo das palavras, é uma tarefa que vamos ganhar, vamos vencer», afirmou Paulo Rangel perante o XXXV Congresso do PSD.

Numa intervenção após ter sido anunciado pelo presidente do PSD, Passos Coelho, como cabeça de lista do PSD e do CDS-PP às europeias de 25 de maio, Rangel instou também o secretário-geral do PS, António José Seguro, a divulgar o cabeça de lista socialista.

«Não hesite, tome uma decisão, não tenha medo, não tenha receio, não volte a hesitar. O país precisa deste debate, o país precisa do debate europeu», afirmou, dirigindo-se a Seguro.

«Desafio-o a apresentar quanto antes, já esta semana, o cabeça de lista do PS», instou, afirmando que «já chega de candidaturas virtuais», que «todos os dias mudam e se enfrentam e intrigam».

O eurodeputado disse que ia hoje começar uma «contagem decrescente para deixar de ter um adversário virtual».

Os desafios de Rangel a Seguro e aos socialistas estenderam-se ao pensamento do PS sobre a estratégia de saída de Portugal do programa de assistência económica e financeira.

«O taticismo do PS e de António José Seguro não podem pôr em risco a vida e a bolsa dos portugueses», afirmou.

Segundo Paulo Rangel, «o PS tem de saber o que quer, não pode brincar aos resgates, aos cautelares, às saídas limpas, como se a nossa vida fosse uma roleta de interesses de ocasião».

O cabeça de lista do PSD e do CDS-PP defendeu que Seguro «está condenado ao isolamento europeu«, considerando que «a marcha atrás de Hollande [presidente francês] foi a certidão de óbito mais eloquente da agenda europeia do PS».

«Depois do SPD alemão, do PS francês, dos socialistas italianos, holandeses e austríacos, que estão nos governos dos seus países, terem mostrado que não estão nem querem estar com agenda europeia do PS português, que interlocutores lhe sobram?», questionou.