O cabeça de lista da coligação Aliança Portugal, Paulo Rangel, acusou este domingo os socialistas de apresentarem «promessas» sem pedirem desculpa aos portugueses pelos sacrifícios «que os obrigaram a sofrer».

«Os socialistas gostam de promessas, prometer, eles prometem. Então, ontem [sábado], como não bastava uma nem duas, nem três, vieram com 80 promessas. Mas não se ouviu uma palavra, não se ouviu nem um único som, para pedir desculpa aos portugueses pelos sacrifícios que os obrigaram a sofrer durante três anos quando deixaram Portugal na bancarrota», afirmou.

Num almoço comício em Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo, Rangel acusou o PS de querer voltar a governar agora que a troika já saiu do país.

«Enquanto esteve cá a troika que eles cá puseram não quiseram governar, agora que ela foi embora já querem voltar. Essa é que é a regra socialista: nos tempos fáceis estar no Governo, nos difíceis, desaparecer, e assim que as portuguesas e os portugueses, com sacrifícios, com esforço, com muitas medidas duras, conseguiram recuperar o país, equilibrar as contas, trazer uma dinâmica de crescimento, já estão aí todos ufanos», acusou.

Paulo Rangel renovou ainda o apelo para que o secretário-geral do PS, António José Seguro, e o cabeça de listas socialista às europeias, Francisco Assis, para que assinem o manifesto 'nunca mais', que pede aos responsáveis políticos «responsabilidade» e «boas contas» e diz «nunca mais» à troika, à «intervenção externa» e aos «programas de ajustamento».

«Como sou paciente e sou patriota, vamos dar mais uma chance ao PS», afirmou o eurodeputado social-democrata.

Antes do almoço, Rangel participou num frente-a-frente com Assis, do jornal online Observador.

Na iniciativa de contacto com a população no centro de Viana do Castelo, agendada para as 13:00, apenas esteve o primeiro candidato do CDS-PP, Nuno Melo, não tendo comparecido Paulo Rangel.