O porta-voz do PSD afirmou hoje que ou os sociais-democratas que concorreram contra o partido nas eleições autárquicas suspendem a sua inscrição como militantes ou o Conselho de Jurisdição tratará da questão.

Questionado sobre os casos de militantes sociais-democratas como António Capucho e Marco Almeida que se candidataram às autárquicas de domingo em listas adversárias às do partido no concelho de Sintra, Marco António Costa afirmou que «o PSD é por natureza um partido tolerante, mas, como todos os partidos, tem estatutos».

Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, Marco António Costa referiu que, na «esmagadora maioria» dos casos de candidaturas contra o PSD, «o militante toma a iniciativa de suspender a sua inscrição», acrescentando: «Quando assim não acontece, o Conselho de Jurisdição, nos termos dos estatutos, trata da questão».

Segundo Marco António Costa, «os processos disciplinares são competência dos conselhos de jurisdição, que têm completa autonomia na forma como atuam».

Os Estatutos do PSD estabelecem que «cessa a inscrição no partido dos militantes que se apresentem em qualquer ato eleitoral nacional, regional ou local em candidatura adversária da candidatura apresentada ou apoiada pelo PPD/PSD».

Perante a menção desta regra da cessação da inscrição no partido, o porta-voz do PSD comentou: «Eu não conseguiria dizer melhor».

Interrogado sobre o caso do presidente cessante da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, Marco António Costa alegou e «o único partido que ele tomou foi o do PSD» e assinalou que, da parte deste social-democrata, não houve «nenhuma declaração expressa de apoio a nenhuma outra candidatura» adversária do partido nas autárquicas.

Confrontado com o facto de Rui Rio ter criticado a candidatura de Luís Filipe Menezes à presidência da Câmara Municipal do Porto, o porta-voz do PSD retorquiu: «Nós não temos, por princípio, o delito de opinião».