O antigo presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, foi este sábado o quarto ex-líder «laranja» a comparecer no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no XXXV Congresso do partido, mas reservou declarações para uma possível intervenção em palco.

«Os líderes são militantes. Isso de "ex" não está nos estatutos. Eu sempre disse que vinha. Vou falar, espero», afirmou à entrada, quase simultânea com a de Marques Mendes, já depois de o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, que apareceu sem que o tivesse anunciado, ter merecido uma grande ovação de pé.

Luís Filipe Menezes, durante a tarde, dirigiu-se também ao universo social-democrata para assumir pessoalmente a derrota na corrida à Câmara Municipal do Porto e relembrar o seu famoso discurso de 1995, quando falou de «uma ala de elitistas, sulistas e liberais», agora num tom apaziguador e a sugerir o nome de Paulo Rangel para cabeça de lista às eleições europeias de maio, algo posteriormente confirmado pelo presidente, Passos Coelho.

Já depois das 23:00, Santana Lopes, muito questionado sobre a eventual candidatura à Presidência da República, evitou responder diretamente e foi bastante reservado sobre o assunto.

Marques Mendes, por seu turno, declarou que Rebelo de Sousa, «se quiser, tem todas as condições para poder ser candidato presidencial», elogiando as suas «qualidades pessoais, políticas e a experiência».