O secretário-geral do PS recusou responder às críticas que o socialista Carlos César fez à sua liderança, salientando que o adversário é o Governo e que o PS «está de boa saúde e recomenda-se».

António José Seguro falava, esta quarta-feira, aos jornalistas na Assembleia da República, depois de o ex-presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César, em entrevista à Rádio Renascença, ter criticado a liderança do PS.

«O PS está de boa saúde e recomenda-se. Sinto uma profunda angústia pelo que passam milhões de portugueses, os que estão desempregados, os que emigraram, ou os que têm dificuldades em aceder aos cuidados de saúde. Esses é que são os problemas de um político responsável», contrapôs o líder socialista.

Perante a insistência dos jornalistas sobre o teor das críticas que lhe foram dirigidas pelo ex-presidente do Governo Regional dos Açores, António José Seguro referiu que o seu adversário «é o Governo e, em particular, os problemas dos portugueses».

«Os portugueses estão em grande sofrimento», sustentou.

Questionado se sente críticas no interior do PS à sua liderança, Seguro repetiu a resposta: «O PS está de boa saúde e recomenda-se».

Na Assembleia da República, António José Seguro foi também questionado pelos jornalistas se confirmava que Carlos César chegou a ser convidado para integrar a lista europeia dos socialistas.

António José Seguro, porém, remeteu a sua resposta para a posição divulgada esta tarde pelo Gabinete de Comunicação do PS.

«O PS esclarece que o secretário-geral do Partido Socialista não fez qualquer convite a Carlos César para encabeçar a lista de candidatos às eleições europeias. Aliás, na entrevista que deu ontem [terça-feira] à Rádio Renascença, Carlos César nunca refere ter-lhe sido feito esse convite», refere a nota do Gabinete de Comunicação do PS.

Sobre o ato eleitoral de maio próximo para o Parlamento Europeu, António José Seguro apenas reiterou a ideia de que o PS «divulgará no momento adequado quer o seu cabeça de lista, quer os nomes da lista».

«Estamos a mais de três meses das eleições europeias e, neste momento, as minhas preocupações e prioridades são os problemas graves que o país atravessa», acrescentou.