O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, insistiu esta segunda-feira na importância de o PS «oferecer garantias» sobre as trajetórias da dívida e do défice públicos e reiterou o apelo a um entendimento nesta matéria.

«Um entendimento alargado nesta matéria beneficia muito a perspetiva de Portugal poder concluir com sucesso o seu Programa de Assistência Económica e Financeira e vir a ter juros mais baixos no financiamento futuro sempre que precisar de rolar uma parte da sua dívida nos mercados financeiros», afirmou Pedro Passos Coelho.

«A participação do PS é muito bem-vinda e necessária, e o PS não precisa de ter pressa a responder», acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa, que durou perto de duas horas e meia.

«Mas é importante que o PS, que tem sido reiteradamente também um partido de vocação europeia e com vocação de Governo, possa junto dos portugueses, mas junto também dos investidores externos, oferecer garantias sobre a nossa trajetória de dívida pública, que é como quem diz também, neste caso, sobre a trajetória do défice português, que precisa de deixar de ser um défice para ser um excedente orçamental», considerou.

Segundo o primeiro-ministro, «as propostas que o PS possa apresentar» para «diminuir o défice público e ajudar a controlar a trajetória da dívida» contribuirão para «reforçar a confiança em Portugal».

«Quando as dificuldades são muito elevadas, exige-se mais de todos, e todos temos de estar à altura dessas exigências», sustentou.

Passos Coelho defendeu que Portugal precisa de «ter uma confiança ainda mais intensa dos mercados financeiros» e referiu que 2015 é ano de eleições legislativas, reafirmando a necessidade de «consenso interno» sobre «as perspetivas de médio prazo».

«Se todos temos a ganhar se esse consenso for atingido, eu julgo que todos temos a obrigação de trabalhar para que ele possa ser alcançado», advogou.